Casamento de Luana e André

15 de dezembro de 2014

O casamento deles foi lindo. Mas até aí, ok, normal. Mas não foi só isso. Eles se casaram na Grécia, em Santorini. E eles levaram toda a família e os amigos. E essa turma toda ficou passeando junta por lá por quatro dias. Quatro dias de celebração! E viveram dias de sonho, até que esses dias culminaram no dia do casamento, que , segundo a Luana, foi o mais lindo de todos. E pelas fotos foi mesmo.

E o relato da Luana (eu sei, tá grande!) vale a pena ser lido linha por linha. Porque é mais que um relato, é a descrição de um sonho de amor. E mais que isso, uma declaração de amor. À vida, à família, e ao próprio amor. Lê esse trecho pra começar e me diz se não é acoisa mais linda do mundo?

“E acho que a missão foi cumprida com sucesso. Quando vi as lágrimas nos olhos do meu avô grego que nem poderia ter pegado aquele avião por questões de saúde, emocionado, sorrindo e me olhando vestida de branco, entendi que é isso mesmo que se guarda dessa vida”

Então não perde mais tempo e vem mergulhar nessa linda história de amor!

“Ainda é bem difícil falar do nosso Casamento em Santorini. Após um ano inteiro de dedicação e envolvimento total, ainda assim não estava preparada para o que vivi nos quatro dias de celebração da nossa união. 12 meses de preparação, 150 emails com a wedding planner, 10 dias de viagem em Santorini com a minha mãe passando por todos os lugares e imaginando todas as experiências que viveríamos naquela caldera maravilhosa dali há alguns meses, 3 vídeos de save the date, 8 emails de contagem regressiva para nossos 120 convidados confirmados, inúmeras reuniões com nossos pais, muitos jantares para tomar decisões importantes com meu noivo, 16 horas- aulas de danças gregas, muitas noites com gostinho de ansiedade máxima e 7 malas de 32 quilos cheias de souvenirs, sacolas, chinelos, kit ressacas, cartões para convidados, 2 vestidos de noiva e um terno (e muito mais!) rumo a Santorini…e ainda assim não estava pronta. Nada nesse mundo poderia me preparar para o que viveríamos naqueles dias, pois alguns encontros de amor acontecem para marcar a vida para sempre.

Queria levar meu meu grande amor, nossas famílias e todos meus convidados queridos para um passeio na ilha mais romântica que já pisei na vida. Queria que eles sentissem a emoção que senti quando morei na ilha, que perdessem o fôlego quando vissem o sol sumir naquele mar mais azul que o céu e queria que eles olhassem para aquele vulcão imerso na imensidão azul e entendessem que não se pode estar mais perto de Deus do que naquele lugar. Que amar e ser feliz é o que mais importa nessa vida. Que voar para o outro lado do mundo é difícil, complicado e caro, mas que valeria a pena, com certeza. Porque se eu conseguisse, pelo menos naqueles últimos minutos que precederam o nosso grande SIM, na caldera, fazer com que eles sentissem um décimo do amor que eu senti naquela ilha na frente do meu homem, da nossa família e amigos, isso já seria uma experiência maravilhosa.

E acho que a missão foi cumprida com sucesso. Quando vi as lágrimas nos olhos do meu avô grego que nem poderia ter pegado aquele avião por questões de saúde, emocionado, sorrindo e me olhando vestida de branco, entendi que é isso mesmo que se guarda dessa vida. Os momentos maravilhosos, emocionantes, inusitados que nos acompanharam desde a champagne pool party no hotel em Fira, passando pela despedida de solteiro animadíssima em Perissa, pelo interessante sítio arqueológico em Akrotiri, pelo almoço na praia de Perivolos, se despediram junto com o sol na bonita Oia no segundo dia de festa. Seguimos para o jantar em uma taverna grega em Pyrgos e confesso que até eu imaginei se tinha como a experiência do próximo dia ser ainda melhor do que aquilo que vivíamos. E no dia seguinte, o nosso astro sol nos acompanhou mais uma vez firmemente no passeio de caravela, subiu o vulcão conosco e nos iluminou lá de cima. E como se isso ainda não fosse o bastante, nos emocionou em dobro quando apresentou o espetáculo mais bonito do verão inteiro (segundo nosso guia do vulcão) quando se pôs no mar, em um daqueles momentos que nunca vai se esvair da memória de quem lá estava.

O dia da cerimônia começou devagar, tranquilo e inacreditavelmente mais belo que o dia anterior. Segui calma e feliz, como quem apenas espera por um milagre com fé inabalável. São tantas as coisas que poderiam ter dado errado no nosso casamento em Santorini quantas são as coisas que podem dar errado na nossa vida. Ir lá fora e tentar viver é o que nos faz mais fortes e mais humanos. A hora da cerimônia chegou acompanhada de algum drama grego com meu penteado caindo e véu emaranhado, em uma espera agonizante na porta do hotel pelo meu carro que atrasou meia hora. Depois de um ano de programação e 3 dias de pôr-do-sol impecáveis, achei que perderia o momento mais esperado da minha vida por causa de imprevistos e catástrofes que só foram faladas na língua grega. Entrei no carro com pressa e acompanhei mais uma viagem no tempo enquanto olhava para a janela e observava aquela caldera maravilhosa do vulcão de Santorini, aquela ilha que tinha sido um dia minha humilde casa, era agora palco da união mais incrível que já tinha experimentado. No rosto do meu pai, vi a mesma calma eterna que ele sempre tem, como se tivesse um pacto secreto com os anjos e soubesse que o meu destino é leve e bonito. E que nada poderia dar errado naquele dia, aquele era o nosso dia. E lá estava o sol, esperando por mim, por que eu estava em Santorini e Santorini é o meu céu nessa Terra.

Só me lembro de entrar com música grega ao vivo e de ver os olhos do André encharcados de lágrimas. De sentir uma presença e uma energia muito positiva e gostosa, de fazer os votos em inglês, de pegar espumante para brindar o nosso amor ao entardecer com nossas famílias e de uma ou outra coisa. Tudo passou muito rápido e de maneira confusa, como em um sonho bom, daqueles que a gente não quer acordar. E ainda não era a hora de acordar, ainda tinha a festa, onde 500 velas iluminavam uma construção charmosa e chic, característica da ilha em uma praia de areias negras e mar calmo. Era hora de acelerar o ritmo e dançar zeibekiko e nisiotica (danças gregas) com os dançarinos e com os familiares, quebrar muitos pratos aos pés do meu amado, de acender lanternas tailandesas e jogá-las para o alto levando tudo aquilo que nos pesam e não queremos mais. Era hora de me emocionar de novo com os fogos de artifícios que voavam por trás das grandes rochas vulcânicas, de comer a mais saborosa comida grega e brindar mais uma vez à felicidade de estarmos vivos. Agradecer pelas escolhas que fizemos pois elas, de um jeito ou de outro, nos fizeram chegar até aqui. Agradecer aos nossos pais que nos apoiaram do começo até o fim e sempre se mostraram tão dispostos a participar efetivamente do nosso sonho. Aos nossos amigos que levaram toda a energia positiva que se poderia carregar até o outro lado do mundo e transformaram este alto astral no ingrediente mais poderoso e incontrolável para nosso momento de união do amor. Agradecer ao meu amor, meu companheiro, meu homem, meu maior fã, meu maior orgulho, meu norte e meu sul, minha inspiração diária e minha alegria sem fim. Agradecer a ilha das casinhas brancas, do mar mais que azul, da caldera e do vulcão, e à todas as pessoas locais que facilitaram nosso casamento e aos que não facilitaram, pelo menos que tornaram nossa viagem mais memorável ainda.

E agradecer ao sorriso espontâneo e acolhedor que sorriu lá de cima e que nos enviou confiança e serenidade, paz e amor, risadas e lágrimas, alegrias e emoções, coragem e perseverança. Que enviou pessoas cheias de carinho, cartões, beijos e abraços, chocolates, fotos inspiradas. Ele que abriu o caminho de todos envolvidos e nos permitiu estar ali, naqueles dias, embaixo de um sol de céu azul aberto e cercados pela brisa amiga da ilha que foi mansa e piedosa e só nos ajudou em todos os momentos. Ele, que nos últimos instantes de celebração, nos enviou um inesquecível presente de casamento: a lua linda no céu que nos acompanhou noite adentro até que se deitou no mar, deixando um lençol de luz branca que impressionou até os mais durões. É a Ele a quem devemos agradecer a tudo, seja ele grego ou brasileiro.

Luana”


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Créditos:

Vestido de noiva: Noiva Flor (Belo Horizonte)/ Colar da noiva: Carolina Herrera / Brincos: jóia de família / Alianças: joalheria de Santorini / Sapatos: Schutz / Terno: Ricardo Almeida / Sapato: Di Polini / Abotoaduras: Mont Blanc / Local da cerimônia: vinícola Santo Winery, em Pyrgos, Santorini / Local da Festa: Theros Wave Bar, na praia de Vlyxada (Santorini) / Hotel e Local do making of: Kalisti Thera em Fira (Santorini) / Wedding planner: Margarita, da Divine Weddings / Decoração: Divine Weddings e a noiva / Os músicos e dançarinos são pessoas locais da ilha / Fotógrafos: Bianca Ramos (brasileira), Linda Vukaj (italiana) e Nicolas Sarantopoulos (grego) / Vídeo: Wed Films (Santorini) /


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