Música da cerimônia – instrumentais ou cantadas?

14 de setembro de 2013

Começamos hoje uma série de textos quinzenais preparados pela Camerata Versátil especialmente para tirar várias dúvidas de vocês sobre as músicas da cerimônia de casamento.

No post de hoje eles te ajudam a decidir qual a melhor opção entre músicas instrumentais e cantadas. Vale a pena ler!

Frufru

“Músicas instrumentais ou cantadas, eis a questão! – por Camerata Versátil 

Uma das coisas mais difíceis para as noivas quando estão escolhendo as músicas da cerimônia é decidir se haverá cantores ou se as músicas serão executadas em versões instrumentais. Para te ajudar com essa dúvida, tente responder a seguinte questão: Quais das músicas escolhidas me chamam a atenção pela letra e quais me chamam a atenção pela sonoridade? Esse é um bom ponto de partida para essa decisão! Para ajudar mais um pouco, tenho algumas considerações a fazer.

  • Cantores e cantores 

Se você já decidiu que quer músicas cantadas em seu casamento, você deve atentar para alguns detalhes, e o primeiro deles é se a voz dos cantores disponibilizados pelo seu fornecedor te agrada.

De modo geral, podemos dizer que não cabe a você investigar se o cantor é bom ou não. Isso é um pressuposto, já que você está lidando com profissionais. No entanto, isso não quer dizer que você vai gostar da voz desse cantor, certo?

Além disso, é muito comum acontecer de um cantor ser um ótimo músico, mas a voz dele não se adequar a determinados tipos de repertório. Por exemplo: tente imaginar o Djavan cantando uma música do Iron Maiden, ou vice-versa. Não parece uma boa ideia, não é?

Se, para você, ouvir a letra sendo cantada na sua cerimônia for muito importante, tente ao máximo achar um cantor cuja voz combine com a música escolhida. Se você não conseguir, pense em trocar de música ou até mesmo de grupo. No último caso, considere a possibilidade de desistir da letra e optar por uma versão instrumental, pois ao menos a música irá remeter à letra de que você gosta.

Peça para ouvir as vozes de quem irá cantar no dia do seu casamento, pois é comum os grupos terem diversos cantores, e cada um tem uma qualidade específica, que pode agradar a você ou não. Então, não conte com a sorte. Faça questão de ouvir com antecedência aquilo que você está contratando, e peça para assistir ao ensaio do repertório que você escolheu, com os músicos que você escolheu, para não haver surpresa desagradável na hora do seu casamento. E isso vale tanto para as vozes quanto para os instrumentos!

música da cerimônia

  • Versões instrumentais 

Assim como a voz, cada instrumento tem uma característica específica. A combinação dos instrumentos que irá compor a formação instrumental do grupo deve ser adaptada ao repertório, e saber compor uma formação instrumental adequada e interessante é um aspecto técnico. 

Arrisco a dizer que é possível executar instrumentalmente quase tudo que existe em música, e que isso só está limitado à capacidade técnica dos instrumentistas envolvidos no processo e de um profissional muito importante e muitas vezes esquecido: o arranjador.

Para ilustrar, gostaria de expor aqui o arranjo instrumental que elaborei para a música “Sutilmente”, do Skank.

 Essa música foi escolhida por um casal para o momento em que as avós iriam levar as alianças ao altar. A princípio, a música parecia um pouco animada demais para o momento, mas pensamos na época que esse contraste entre o ritmo mais animado da canção com o fato de serem idosas entrando ficaria muito interessante. E realmente funcionou bem demais! Inclusive, acabou sendo um dos momentos mais lindos que eu já presenciei em cerimônias!

Para ouvir, clique aqui. Na formação: guitarra, violoncelo, violino e flauta (gravação realizada em ensaio).

Para terminar as considerações sobre as versões instrumentais, tenho uma dica importante, que vai te ajudar muito na escolha do repertório, caso você opte por versões instrumentais: se a melodia da música for muito repetitiva, ela provavelmente não soará bem em um instrumento.

O que isso quer dizer? Se você sabe cantar um pouco, é fácil notar que em algumas músicas a letra pode ser bastante rica em conteúdo, mas a melodia que o cantor faz nem sempre é tão rica quanto. Um exemplo extremo disso é o estilo rap. A voz no rap, na maior parte do tempo, canta como se estivesse quase que só falando dentro de um ritmo. Isso não quer dizer de jeito algum que o rap é um estilo de música ruim. Isso apenas indica que provavelmente, em uma versão instrumental de um rap, seria quase que impossível que um instrumento executasse a parte da voz, certo?

Algumas canções têm melodias muito ricas que soam bem quando transportadas diretamente para um instrumento, outras precisam de alguma adaptação, e cabe ao músico saber se determinada canção é ou não possível de ser adaptada para uma versão instrumental.

Flávio Medeiros e Juliana Ângelo”


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