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Música da cerimônia – o arranjador

30 de outubro de 2013

Hoje o Flávio e a Juliana Ângelo, da Camerata Versátil, vem ajudar vocês com uma série de dicas para a escolha das músicas da cerimônia. Esse foi um ítem em que eu me atrapalhei, tive muita dificuldade para escolher as minhas e acho que se tivesse lido essas dicas na época teriam me ajudado muito. Espero que ajudem vocês!

Frufru

Você sabe o que é um arranjador? – por Camerata Versátil

Você tem o hábito de ouvir suas músicas preferidas com atenção? Já reparou como cada instrumento exerce uma função específica? Já pensou como os instrumentistas sabem quais notas exatas devem tocar para a música soar perfeitamente? Pois bem. Isso só é possível por causa de um profissional muito importante: o arranjador.

O arranjador é aquele que tem a função de preparar o repertório, ou seja, é ele quem escreve as partituras e organiza a função de cada instrumento. Um bom arranjador consegue explorar bem as possibilidades de cada instrumento, criando uma riqueza harmônica, rítmica e melódica.

Um grupo pode ter um arranjador ou não, o que não define se o grupo é bom ou não é. A questão é: se não existe um arranjador, cada instrumentista precisa desempenhar uma função dupla, ou seja, precisa desempenhar a função de intérprete e, ao mesmo tempo, criar os arranjos. Sendo assim, apesar de não ser uma regra, a ausência de um arranjador pode indicar falta de qualidade musical.

Muitas vezes, o arranjador também possui a função de dirigir musicalmente o grupo, principalmente durante os ensaios. Em uma orquestra, quem faz essa função é o maestro, que é indispensável nesse caso, pois, como uma orquestra é composta por muitos músicos, é necessária a presença de alguém para conduzir o grupo, para que todos toquem juntos e em harmonia. No entanto, em formações menores, o contato visual entre todos os músicos se torna possível e, geralmente, a presença do maestro é dispensada. 

A grande vantagem de se contar com um arranjador em um grupo de casamento é o fato de ser possível oferecer para o cliente liberdade na escolha do repertório e a possibilidade de muitas músicas poderem sofrer adaptações. O arranjador muitas vezes cria em cima das músicas escolhidas, para propor novas versões.

 

música casamento

 

Um exemplo que trago para vocês sobre o papel do arranjador em um grupo de música para casamento é a versão que preparei para o Prelúdio da Suíte nº 1 para violoncelo, do compositor Johann Sebastian Bach.

A música original de Bach foi composta para violoncelo solo e uma noiva queria que ela fosse tocada em sua entrada. Como percebi que, por uma questão técnica, a versão original não funcionaria bem para a entrada, mas que a música era muito importante para a noiva para ser descartada, me propus ao desafio de criar um arranjo totalmente original da peça para um trio de violão, flauta e violoncelo, no qual a música estaria perfeitamente reconhecível, mas ganharia mais volume instrumental.

 Clique aqui para ouvir

 

música casamento

 

Na versão que preparei, o prelúdio é tocado na íntegra pelo violão, porém, foi acrescentado a ele um acompanhamento no violoncelo. A melodia da flauta, em estilo barroco, foi escrita por mim, e se integra ao prelúdio de forma coerente e natural.

A famosa Ave Maria de Gonoud, conhecida de grande parte das noivas, foi feita de maneira bem similar a essa versão que criei, já que Gounod compôs uma melodia para soprano sobre o Prelúdio n.1 do Cravo Bem Temperado, também de Bach. 

Espero que tenham gostado! 

Flávio Medeiros e Juliana Ângelo”

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