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Love Without Borders II

25 de setembro de 2014

“A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno e inflama o grande”

Roger de Bussy-Rabutin

 

Gente, o primeiro post (clique aqui para rever) da série foi um sucesso!

Recebemos várioooos e-mails comentando e outros tantos com outras histórias lindas! Acho que a séria não vai acabar tão cedo! hehe

Hoje vocês conhecerão mais três histórias onde o amor se mostrou maior e mais forte que qualquer dificuldade…teve até pedido de casamento três vezes! rs

Confiram e nos contem o que acharam viu??


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Pinuccia e Jérôme

A história de “amores internacionais” na vida da Pinuccia se repete há três gerações. Ela foi pedida em casamento três vezes (pelo mesmo homem e só aceitou na última!). Oficializaram a união após três anos juntos. É…era pra ser. rs

É ela quem conta essa história pra gente…

Na verdade, acho que sou melhor exemplo de que o amor nao tem mesmo fronteiras… Me chamo Pinuccia Cargnino e sou filha de um chileno com uma brasileira, neta de um italiano que imigrou para o Chile e lá se casou com minha avó, chilena. Assim, eu e minhas irmãs somos a terceira geração de “amores estrangeiros”. Por acaso (ou não) acabei me casando também com um estrangeiro, e eis aqui nossa história:
Nos conhecemos em 2008, em uma festa de carnaval em Diamantina. Eu estava com meus amigos, quando uma menina veio até mim e disse que um amigo dela, estrangeiro (Belga), muito tímido, tinha me achado muito bonita e queria me conhecer, se eu aceitaria falar com ele, etc…Honestamente eu nao estava interessada em ficar com ninguém, pois havia saído de relacionamento péssimo, e precisava ficar sozinha. Mas até que fiquei curiosa em saber quem era o tal gringo, e seria falta de educação me recusar a conhece-lo, então fui (morrendo de preguica) falar com ele.

Jérôme estava fazendo um intercâmbio aqui no Brasil, que infelizmente já estava no final. A empatia foi instantânea, tínhamos muitas afinidades. Começamos a sair e eu tentava me convencer que não era nada de mais, pois não queria de me apegar a alguém que que em três meses deixaria o Brasil permanentemente.

Por fim, junho chegou e foi muito triste. Ele iria embora e para mim aquilo era o fim. Combinamos de continuar nos falando por todos os meios possíveis, mas mesmo assim eu estava um pouco desiludida. Ate que no aeroporto ele me pediu em casamento. Ele disse que essa era a garantia de que ele voltaria, estávamos noivos agora. Achei uma brincadeira muito fofa, até que me dei conta de que ele estava falando serio. Muito serio. Conversamos e eu disse que não… eu o amava, mas era tudo muito recente para nos casarmos. Após 6 meses de namoro a distancia, me organizei para ir à Bélgica, conhecer a família dele. Foi tudo maravilhoso.”
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Para comemorar um ano de namoro eles foram á Roma e Paris. Um dia à noite, veio o segundo pedido de casamento.

Foi tudo lindo, ele havia organizado e planejado tudo com bastante antecedência. Vi o cuidado dele em cada detalhe e isso so me deixava cada vez mais apaixonada. Subimos aquela infinidade de degraus e la no alto, ele se ajoelhou e apesar de muito nervoso, por ser muito tímido, me pediu pela segunda vez em casamento. E é aqui que a história se complica: eu sorri, o abracei e beijei, e dei minha resposta: SIM, mas nao agora…Obviamente eu o amava, e muito, mas pensando em termos práticos: nao havia condição de nos casarmos. Eu tinha apenas 21 anos e estava no meio da faculdade. Ele já havia se formado, mas para mim ainda faltavam 2 anos e, pior, ele morava a 8 mil quilômetros de distancia e ainda nao tínhamos um solução para esse problema. Portanto, nessas condições, a resposta, infelizmente era um “sim, mas mais tarde”.

Jérôme voltou para o Brasil e, para conseguir manter o visto válido fez duas pós graduações (que ele nem queria tanto!) para ficar ao lado dela. Ele brinca que foi a maior prova de amor que fez pelos dois!

Com o fim da 2a pós graduação, a coisa mudou. Ele ja nao tinha mais dinheiro ou disposição para ficar mais um ano apenas estudando, então para ficar no Brasil com visto permanente, a única opção dele era se casar com uma brasileira. Entao ele me levou para almoçar, e nunca o vi tao decidido em toda a minha vida. Ele começou a dizer que me amava muito e que desde q primeira vez que me viu teve a certeza que queria passar o resto da vida ao meu lado. Disse que nao conseguiria ficar longe de mim, por isso voltar para a Belgica seria um pesadelo. Então ele se ajoelhou, no meio do shopping, tirou um anel (o mais lindo do mundo!) do bolso e me pediu, pela terceira vez em casamento. Ele disse que se eu recusasse, ele precisaria voltar para a Bélgica e me esperaria lá. Disse também que nunca mais me pediria em casamento kkkk, e que se em uma próxima oportunidade eu quisesse me casar, eu deveria fazer o pedido.”

Dessa vez foi um sonoro “sim”!! O casório civil veio em Maio de 2010 seguido pelo casamento religioso em Julho de 2011. Hoje, são pais do Maxime que completará dois aninhos e sem titubear a Pinuccia afirma que foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela!

Felicidades, família!! :)

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Vanessaa e Alon

 photo vanessaealon_zps6b9e7ad2.jpg A história da Vanessa e do Alon é daquelas em que o destino assina embaixo com letras garrafais: tinha que acontecer. Ela, brasileira, abdicou de um intercâmbio na Austrália há alguns anos porque o pai ficou com medo de ela se apaixonar por alguém do outro lado do mundo e por lá ficar. Acordo feito, a Vanessa foi pra Londres e lá, naquela cidade mais que cosmopolita, adivinha quem cruza seu caminho (toma conta da sua vida, dos seus planos, do seu coração…)?? O Alon. Filho de um polonês com uma israelense…mas nascido em Sydney! rs

Foi depois de uma temporada de um ano na capital inglesa que ela decidiu por uma férias no Brasil e, voltando pra terra da rainha conheceu o atual marido.

Coincidências ou não, o Alon mudou-se para Londres exatamente na mesma época que eu. E, para completar, quando eu fui escolher onde me hospedar, eu estava entre o lugar que fiquei e o lugar que ele ficou. O fator decisivo foi que o lugar que eu fiquei era mais perto da minha escola, mas a distância entre nós era de, exatos, 965,61 metros. Numa cidade tão grande como Londres, 0,6 milhas não significa NADA. Estávamos no mesmo bairro. Talvez porque ainda não fosse a hora mas, com certeza, sem percebermos, nós nos trombamos por ali.

Era noite de Halloween, eu estava no terceiro bar da noite. Por mais que não pareça verdade, eu insisto: eu não tinha a intenção de conhecer ninguém naquela noite. E, para a minha sorte, graças a insistência dele, finalmente, engatamos um papo. Contamos aquele dia como a nossa data de namoro porque, desde o momento em que nos conhecemos, sabíamos que aquele encontro não era um lance corriqueiro da vida.

A chance daquele namoro acabar era de, praticamente, 110%. Havia entre nós um monte de barreiras: somos de cantos opostos do mundo, de religiões completamente diferentes e vivíamos num país do qual AMBOS precisavam de visto. Era muita barreira para um casal só. Mas fomos levando. Até o dia que, já relativamente perto das nossas partidas, conversamos sério sobre o assunto. Desistir doeria muito mais do que tentar sobreviver àquela distância toda.

E foi com assim, entre muitos desencontros de agendas, ajudinhas do acaso ou, como diria o casal “pequenos milagres” que o namoro engatou à distância entre muitos telefonemas, skype, visitas ao Brasil e idas à Inglaterra que no ano passado eles se casaram lá e esse ano, aqui.

O que eu posso dizer é que viver assim é uma delícia. Achar no mundo alguém que mantenha os seus pés no chão e que, ainda sim, te estimule a sonhar, é privilégio de pouca gente. E mais: depois de tanto tempo separados, é uma delícia ficar juntos. Sim, eu ganhei na loteria!

 E é por isso que eu digo, afirmo e repito: 

When I am with yo there’s no place I’d raher be.

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Mariana e Will

O que pra muita gente pareceria loucura, foi a escolha mais assertiva na vida da Marianna. Ela fazia mestrado em direito em Barcelona quando, na pausa pra um café, conheceu o amor da sua vida. Esse destino tem uns jeitos engraçados de fazer as coisas acontecerem né?? rs

Ali estava ele sentado, um turista Holandês tomando sol a minha mesa ao lado. Foi amor à primeira vista e desde o exato momento em que o vi, eu sabia que iriamos ficar juntos. Logo ele se aproximou e começamos a conversar….Permanecemos ali naquela praça por 8h, apenas conversando…Falamos sobre nossas vidas em geral e perspectivas futuras etc….Nos sentíamos como velhos amigos….até que ele me disse que tinha um vôo de volta a Amsterdam naquela mesma noite e me convidou para jantar. Infelizmente, não conseguimos prolongar para um jantar pois ele não conseguiu trocar a passagem e teve que partir. Quando nos despedimos meu coração já estava partido e eu me sentia como em uma daquelas mais belas cenas de filme romântico. Naquele mesmo dia eu decidi que queria aquele Holandês pra mim e passei a rever meus planos de voltar definitivamente ao Brasil.

Ele partiu a Amsterdam e eu continuei em Barcelona, mas o sentimento foi tão forte que continuamos em contato diariamente por mais dois meses até que  decidi reencontrá-lo em Amsterdam. Ele é piloto e vive viajando, e nestas idas e vindas nos encontramos apenas um dia naquela cidade dos sonhos. Apenas um dia, e foi o tempo necessário para reconhecermos o que sentíamos um pelo outro e vermos que as barreiras já não deviam fazer parte das nossas vidas. Um mês após, já com o fim do meu mestrado eu me mudei a Amsterdam para dar uma chance ao amor.”

“Eu cometi a maior loucura de amor. Larguei a cidade dos meus sonhos, desisti de voltar ao Brasil onde já possuía uma vida estabilizada para dar oportunidade a uma nova vida. Uma vida ao lado de alguém que me mostrou o quão bonito é o amor verdadeiro. Este amor  que conheci apenas aos 26 anos, e foi ele que mexeu com todos os meus planos e estruturas e me fez olhar a vida com o olhar mais aventureiro possível. Temos muito planos, e aos poucos estamos concretizando cada um deles. Minha vida com ele é marcada por chegadas e partidas semanais, mas este fato dele estar sempre viajando pelo mundo afora é apenas um detalhe especial no nosso relacionamento.”

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“Recentemente vim ao Brasil para visitar minha familia e em alguns dias ele chega para conhecer Belo Horizonte e para oficializarmos nossa união. Estes dias em que estamos separados percebemos que tudo que fizemos até hoje valeu a pena. Somos completamente apaixonados um pelo outro e todos os projetos que abri mão aqui no Brasil não chegam aos pés da felicidade e amor que sinto ao lado dele. Agi apenas com o coração, e como ele sempre me diz desde o primeiro dia em que nos conhecemos ” faça suas escolhas com o coração” . 

“Eu apenas direcionei as minhas escolhas, e mesmo com a grande porcentagem de tudo dar errado eu dei um tiro no escuro e acertei. Acertei porque  simplesmente vejo que quando acreditamos em nossos sentimentos nada pode dar errado. Devemos apenas acreditar no amor porque assim o resto vem.  Para finalizar, acredito que quando estou com ele não há nenhum lugar em que eu gostaria de estar.”


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4 Comentários

4 Comentários

  1. Fabiola disse:

    Adorei a historia do Jerome e Pinuccia! Particularmente conheço o casal e sei que nasceram um para o outro!!

  2. Dafne Cargnino disse:

    Pinuccia e Jerome , muito lindo esse amor a historia de vcs emociona
    que continúe assim !!!

  3. Erica Viana disse:

    Amei a história de Marrianna e Will. Em um mundo em que as escolhas são feitas de maneira tão racional e previsível, escolher com o coração é para poucos. Pessoas como Marianna são especiais neste mundo. Porque o amor envolve riscos…e a felicidade é a grande recompensa. Parabéns ao casal.

  4. Erica Viana disse:

    Amei a história de Marianna e Will. Em um mundo em que as escolhas são feitas de maneira tão racional e previsível, escolher com o coração é para poucos. Pessoas como Marianna são especiais neste mundo. Porque o amor envolve riscos…e a felicidade é a grande recompensa. Parabéns ao casal.


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